quarta-feira, 4 de julho de 2012

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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Memória das antigas alunas da Escola Santa Terezinha

Quando comecei a estudar a história do Colégio Estadual Manoel Ribas , através da leitura da monografia  de Ana Eliza Garcia Krebs - História e Vivência numa Escola Feminina: A Escola de Artes e Ofícios Santa Terezinha do Menino Jesus 1921 à 1942,  o que mais me marcou foi o capítulo 4 aonde possuem os depoimentos das ex-alunas. Achei importante compartilhar com os leitores do blog porque o depoimento de alguém que viveu a época , no meu ponto de vista, tem o poder de nos transportar no tempo...






Fonte:
KREBS, Ana Eliza Garcia. História e Vivência numa Escola Feminina: A Escola De Artes e Ofícios Santa Terezinha do Menino Jesus- 1921 à 1942. Monografia apresentada ao Curso de Pós-graduação das Faculdades Franciscanas, Santa Maria- RS, como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Pesquisa. 1996.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O Portal de Entrada do Maneco



Todos os dias, inúmeras pessoas entram e saem da escola, professores, funcionários,alunos e pais de alunos... E, em sua grande maioria ao passarem pela porta de entrada do colégio não se dão conta ou não sabem a riqueza e da arte cultural que esta sob a cabeça dos mesmos. Refiro-me ao profundo e sagrado significado dos símbolos do portal de entrada e do bojo circular central da porta. Os símbolos descritos acima nada mais é do que um grande útero com as tubas uterinas, ligas pelo canal até o ventre central.( Bojo) Mas quem e porque colocaram exatamente esses símbolos? Muito simples. Esta escola antes de ser chamado de Colégio Estadual Manoel Ribas (1954) fora habitada por uma congregação de irmãs religiosas de Santa Teresinha do Menino Jesus com suas juvenistas ( alunas vocacionadas para serem religiosas e que eram internas da escola, as quais implantaram como fundamento e filosofia de vida o seguinte lema: " Aqui se dá a luz e a vida".)
Agora tudo fica claro. O útero materno (em estilo literal) gera a vida ( realização profissional e humana) e a vida em sua continuidade gera luz, sabedoria, conhecimento. Aliás, estes elementos estão nas portas laterais, à esquerda, para a secretaria, pelo desenho da figura da cabeça de uma juvenista com trajes típicos da época, as batinhas, e pelos globos; E a direita, em direção ao gabinete do diretor, através dos livros. Espero que esta livre interpretação ajude a todos na divulgação e no entendimento dessa arte cultural estampada nas portas do Maneco. Agora entendemos também porque o Colégio Estadual Manoel Ribas faz parte do tombamento histórico e cultural de Santa Maria e do Estado do Rio Grande do Sul, não só pela arte e arquitetura de que e construído, mas principalmente pelo profundo referencial e significado que o mesmo possui como instituição de ensino.


Fonte: Prof. Adalgiro Batistella, 05 de outubro de 2010.

Arquitetura do Maneco


Detalhes sobre o prédio do Colégio Estadual Manoel Ribas

Nos relatórios da Cooperativa, constam fotos e plantas da construção que, segundo um antigo morador das proximidades, Sr Hardy Bathelt, foi construído pelo famoso construtor Rodolfo Schindler.Observa-se que há uma mistura de estilos no prédio. São elementos geométricos, com linhas curvas, quadradas e triangulares e um discreto decorativismo, o que a torna edificação eclética do ponto de vista de estilo arquitetônico. A planta é em formato de bumerangue, com linha curva que une duas alas, onde se encontra a porta principal, na conjugação das ruas José do Patrocínio e Treze de Maio. A fachada, com suas fileiras de janelas e frisos, tem um certo monumentalismo, juntamente com o muro e as grades, com detalhes florais, inspiração Art Nouveau. Contata-se também na fachada elementos neoclássicos nos frisos e relevos sobre as janelas e na separação dos andares.As mansardas ou clarabóias denotam influência da arquitetura européia renascentista.Assim também é o muro com balaústres que se encontra contornando o pátio interno da escola.

A porta de acesso ao prédio, ladeada por duas majestosas colunas, leva diretamente ao pátio através de uma escadaria. Já no jardim externo, entre o muro e o corpo da construção, encontra-se luminárias em ferro fundido, com formas que também podem ser enquadradas ao estilo Art Nouveau. Estas, bem como as grades de ferro que trazem detalhes florais, foram executadas nas oficinas da Escola Masculina de Artes e Ofícios. As janelas possuem postigos internos. Sobre estas, no exterior, observam-se frisos em alto e baixo relevo, com formatos geométricos triangulares ou em curva, lembrando a arquitetura renascentista. A decoração interna destes elementos lembra o barroco.

Da construção original, constata-se uma modificação significativa na fachada.Trata-se da entrada, onde é construída uma rampa em calçada à porta principal.Originalmente, a entrada se dava por portões laterais que davam acesso ao jardim e,depois , a porta principal. No seu interior reformas e modificações foram feitas ao longo dos anos, alterando parte da estrutura ou acrescentando adaptações no sentido de adequar o espaço físico às necessidades do ensino.

Como passar dos anos, com a troca de direções, bem como de entidade mantenedoras, o prédio vai se degradando de tal forma que fica impraticável suas condições de uso. É aí , na década de 90, que a comunidade agiliza, especialmente os alunos, através de seu Grêmio Escolar, promovendo uma grande mobilização no sentido de que medidas fossem tomadas para uma completa restauração. Em 1997, é iniciada a recuperação da degradada escola. O prédio foi, então, restaurado dentro das mais modernas técnicas, com acompanhamento de especialistas para que fosse preservado o estilo.

Fonte: Prof. Ceura Fernandes, 2005.


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Cronologia Histórica do Colégio Estadual Manoel Ribas

1926- Direção da Cooperativa divulga o projeto arquitetônico da nova escola para meninas;
1927- Início da construção do prédio, onde hoje se encontra o Colégio Manoel Ribas;
1928- Ocupação parcial das dependências da escola;
1929- Conclusão da obra;
1930- No dia 14 de maio é feita a inauguração solene do prédio.A sessão feminina da Escola de Artes e Ofícios recebe,então, o nome de Escola Santa Terezinha do Menino Jesus, ficando sob administração das Irmãs Franciscanas até o ano de 1942.Até aquela data foram educadas pela escola 11 297 moças;
1932- No dia 24 de abril é inaugurada a Casa de Saúde da Cooperativa dos Empregados da Viação Férrea;
1940- Neste momento, dos 12 mil funcionários da Rede Ferroviária, mais de 7 mil eram sócios da cooperativa.Esta era uma das maiores, mais prósperas e benéficas cooperativas da América do sul, segundo o historiador inglês Albert Thomas. A cooperativa tinha fábrica de sabão, de bolachas, torrefação de café, grande lavanderia, um amplo armazém onde havia de tudo que era melhor no momento. Os cooperativados eram beneficiados com 66 escolas turmeiras ao longo dos trilhos para alfabetizar crianças e adultos. E estavam em pleno funcionamento as duas grandes escolas de Artes e Ofícios, a masculina e a feminina, com mais de 3 mil alunos matriculados nas duas. Destes, 200 eram internos. Segundo o viajante e escritor alemão Wolfgang Hoffmann Harnisch, estas escolas tinham padrão de primeiro mundo, "com salas amplas, ótima luz, muito bem providas com milhares de instrumentos e ferramentas."
1942- Através de convênio, a Escola Santa Terezinha passa a ser responsabilidade do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
1943- Até 1974, período em que mais uma instituição de ensino ocupa o mesmo espaço físico.Trata-se da Escola João Belém que funcionou durante 31 anos no mesmo local.
1945- A escola transforma-se em Escola Artesanal Dr. Cilon Rosa, permanecendo no prédio até 1965;
1954- O colégio Estadual passa a chamar-se Manoel Ribas e depois de um ano de funcionamento junto ao instituto de Educação Olavo Bilac, agora passa a funcionar neste prédio, aproveitando os espaços disponíveis;
1974-A partir deste ano, o Maneco passa a funcionar sozinho neste prédio. Sua primeira direção foi exercida pelo Pe. Rômulo Zanchi, homem de grande cultura humanística, com doutorado pela Universidade Gregoriana de Roma,Cursos de Biofísica, Matemática, Didática e Pedagogia pela UFRGS e UFSM.
1977-O prédio que até então pertencia a Cooperativa dos Empregados da Viação Férrea, e que havia sido construído com um custo de 800 contos de réis,agora, por desapropriação, passa a ser incorporado pelo governo do Estado;
1993- A comunidade escolar faz uma grande mobilização popular para chamar a atenção das autoridades para o estado de degradação em que se encontrava o prédio. Com o apoio de políticos atuantes e especialmente de ex-alunos influentes,consegue a liberação de verbas para a restauração do prédio que se encontrava em estado lamentável de conservação.
1995-Através de projeto de Lei do Legislativo, foi sancionado decreto do executivo tombando o prédio como patrimônio histórico municipal.
1997- Por determinação de Antônio Brito, então governador do Estado, dá-se início a restauração do prédio. Foram utilizadas as mais modernas técnicas de restauro e preservação do estilo original, sob a orientação de dois arquitetos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado.Apenas algumas modificações internas foram feitas, como a construção de um anexo para banheiros, assim como a inclusão de elevador e o resgate de algumas peças que já estavam em degradação;
1999- Início de mais um movimento para a construção de um ginásio de esportes no pátio do colégio. Uma comissão inicia elaboração de projeto e os primeiros contatos para a obtenção de recursos governamentais para viabilizar a construção.
2000- A partir de agora, juntamente com a chamada "malha ferroviária de Santa Maria", o prédio do Colégio Manoel Ribas é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado.
2005- Prevista a inauguração do ginásio poliesportivo do Maneco,anexo ao prédio principal,com mais de dois mil metros quadrados de construção.



Fonte: pesquisa realizada pela professora Ceura Fernandes responsável pelo Memorial do Colégio Estadual Manoel Ribas em 2005.


quarta-feira, 22 de junho de 2011

Diário fotográfico de campo


São tantos jornais...



Difícil acesso...



Esse é o meu maior obstáculo ....
Manter o memorial limpo sem apoio nenhum.... é um desafio







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